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Março/2018
DUE DILIGENCE
A CONSOLIDAÇÃO DO SETOR DE VAREJO SUPERMERCADISTA
REGULAÇÃO DAS FINTECHS
CONFIANÇA, A COMMODITY MAIS IMPORTANTE

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Due Diligence

Durante os últimos anos, o conceito de Due Diligence se mostra de grande importância no mundo corporativo. Em tempos de mídia livre e ativa, somos apresentados, quase diariamente, aos casos de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em diversos níveis de hierarquia no Brasil, em ambientes públicos e privados.

No entanto, existe um fato curioso: grande parte do mercado não sabe ou não tem familiaridade com os conceitos irmãos: “Due Diligence” e “Compliance”.

Due Diligence significa analisar, verificar e cruzar informações de uma determinada empresa com o objetivo de gerar um serviço de inteligência corporativa que oriente nas tomadas de decisão estratégicas. É um trabalho feito por alguém com um instinto investigativo e com a disciplina e a metodologia das ciências exatas para gerir quais são os riscos aceitáveis num mundo complexo e de incertezas.

Isso poderá envolver aspectos financeiros, contábeis, trabalhistas, jurídicos, midiáticos, entre tantos outros. Tantos aspectos quanto forem necessários para se chegar na resposta verdadeira para a pergunta que o possível investidor, parceiro, contratador ou até concorrente, quer saber.

Um processo de Due Diligence bem feito permite adquirir uma coletânea de informações a cerca da situação de uma empresa. Protegido das suposições do mercado, o pesquisador profissional analisa os fatos com maior cautela, baseado em dados, entendendo os possíveis desafios de cada transação e apresentando os riscos inerentes que nem sempre são ter sido identificados numa primeira avaliação.

O filósofo italiano Galileu Galilei dizia: “Todas as verdades são fáceis de perceber depois de terem sido descobertas; o problema é descobri-las.”

Esse pensamento exemplifica profundamente o conceito de Due Diligence. O processo investigativo descobre mais do que os fatos. Ao aprofundar-se  e cruzar as informações e dados relevantes, uma nova realidade é descoberta. Partindo de dados nem sempre  óbvios cada novo dado reforça um contexto específico em relação ao outro.

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A consolidação do setor de varejo supermercadista

O setor de varejo supermercadista brasileiro tem atraído bastante interesse de investidores estratégicos e financeiros, nacionais e internacionais, e seu avanço em direção a uma robusta consolidação é cada vez mais evidente. As operações de fusões e aquisições (M&A) são correntes e grandes players já dominam grande parte do faturamento do setor.

A aceleração do processo de consolidação do setor pode ser atribuída, em grande parte, à profissionalização do setor, com regulamentação, processos de auditoria e fiscalização, aumento da concorrência e diminuição da informalidade.

Com o crescimento da população economicamente ativa, a regulamentação do comércio, o aumento da concorrência e o processo de urbanização do país, o setor de varejo supermercadista passou a ser caracterizado por uma menor disponibilidade de pontos comerciais estratégicos para a abertura de lojas, por ganhos de economia de escala e, sobretudo, crescimento inorgânico, isto é, via fusões e aquisições. O crescimento inorgânico tende a resultar em uma expansão mais rápida do que o orgânico (abertura de novas lojas), sobretudo porque, geralmente, as lojas a serem adquiridas já estão em funcionamento e geram faturamento.

O setor do varejo supermercadista vem sendo alvo de interesse de fundos de private equity e de grupos varejistas internacionais a procura de uma porta de entrada para o mercado brasileiro ou da ampliação de seu market share no país. Esses players buscam aquisições no setor ou a consolidação de grupos menores, visando à criação de redes de supermercados de médio e grande porte que possam concorrer com os big players.

A atual conjuntura econômica brasileira é bastante favorável ao investimento no varejo de pequeno e médio porte, resultando em vantajosas oportunidades de investimentos no setor. Isso se deve à existência de um grande número de redes regionais de supermercados com anos de atuação no mercado brasileiro que apresentam lucro operacional, mas, devido à conjuntura econômica, encontram-se com problemas de endividamento no curto prazo.

O setor de supermercados no Brasil vem apresentando crescimento elevado e constante nos últimos anos. Apesar do ano de 2017 ter se mostrado um tanto desafiador, o supermercado foi o setor no varejo com menor retração no ano. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que as vendas nos supermercados aumentaram 1,25% em 2017, quando comparados com o mesmo período do ano anterior. O aumento das vendas no setor foi impulsionado, principalmente, pelo crescimento do setor de atacarejo, que apresentou forte crescimento no ano, acompanhado de ganhos de market share.

A forte queda nos preços dos alimentos ao longo do ano de 2017 dificultou o desempenho de alguns dos principais players do mercado, que apresentaram uma retração na receita apesar do aumento observado no volume de vendas.  Esse fato pode ser explicado, sobretudo, pela queda nos preços dos alimentos. Enquanto o ano de 2017 fechou com uma inflação de 2,95%, os alimentos sofreram com uma deflação de -1,87%. No entanto, com os sinais de melhora da economia, 2018 se mostra promissor para o setor.

A retomada do crescimento econômico brasileiro, acompanhado de um aumento na renda do trabalhador, também contribui para novas oportunidades de crescimento no setor. Analistas projetam um crescimento do PIB de 3% para o próximo ano e uma queda na taxa de desemprego. Além disso, mesmo com um eventual aumento da taxa de juros e uma gradual retomada da inflação, a tendência é de que o cenário fique mais estável até o fim do ano. Com essa conjuntura favorável, espera-se que as varejistas de supermercado se beneficiem com um aumento de vendas.

Podemos concluir, portanto, que o setor de varejo supermercadista apresenta grandes oportunidades de investimento, devido tanto às perspectivas relacionadas à economia brasileira e ao mercado varejista quanto ao iminente processo de consolidação do setor de supermercados.

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Regulação das Fintechs

Desde a crise de 2008, o sistema bancário mundial passou por diversas transformações. Além da forte regulação, o setor vem sofrendo influência do avanço tecnológico com a entrada de diversas startups que, além de agradarem à Geração Y, podem oferecer novos serviços ou, para o desespero das grandes instituições, um serviço que já existe, porém custa muito menos e está disponível na tela do seu celular.

Empresas brasileiras como o Nubank, o Guiabolso e a Creditas vem recebendo cada vez mais atenção (e aportes) de grandes fundos e investidores estratégicos. O Nubank, por exemplo, já recebeu mais de R$ 750 milhões em aportes. Esses investimentos vêm de gigantes da indústria, como o Goldman Sachs, que já ofereceu e ampliou uma linha de crédito para a empresa.

Fundada em 2001, a XP Investimentos é mais um exemplo de uma “intrusa” no setor bancário. A empresa aproveitou o mesmo vácuo que outros grandes bancos já entendiam e utilizavam há muito tempo: a falta de educação financeira da população. A diferença foi que a XP buscou educar e apresentar novos produtos financeiros à população, quebrando a tradição da poupança instaurada pelos grandes bancos no Brasil. Nesse caso, o Itaú não hesitou e adquiriu 49,9% do capital social da XP. Resta saber quais são as intenções do banco.

Outra instituição que não se manteve parada foi o Banco Central. O ano de 2017 foi marcado por muitas discussões acerca da regulação dessas novas instituições. Muitas dessas startups têm o livre mercado em seu DNA, o que torna a libertação de seu cliente das restrições ou impedimentos existentes no mercado parte de sua missão. Por esse motivo, a regulação poderia representar a morte para algumas delas.

O Banco Central acabou com uma difícil missão: regular, correndo o risco de estrangular uma iniciativa extremamente inovadora; ou manter o setor livre e correr o risco de perder o controle desse mercado, algo que poderia levar a uma crise do sistema financeiro como um todo. Isso tudo sem contar com a pressão dos grandes bancos.

Alinhado com o corte da Selic para o menor patamar histórico, que busca estimular a economia brasileira, o Banco Central de Ilan Goldfajn está buscando nivelar o sistema financeiro, sem sufocar as pequenas, a fim de aflorar a competição e deixar que as empresas levem inovação para o público.

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Confiança, a commodity mais importante

A Confiança entre as pessoas continua sendo a commodity mais importante. Como adquirir esse produto?

Numa era de riscos incontroláveis, são os laços entre pessoas, e instituições, que informam quem somos.

A confiança do mercado é a métrica mais vaga que existe e, no entanto, todos que trabalham com ela, parecem reconhece-la. A confiança de um investidor com seu fundo de investimento não é diferente da confiança do fundo de investimento e seus ativos no mercado. A fé do fiel em sua Igreja é a mesma da Igreja com seu Papa. Afinal, em sua essência, ser um credor é ter fé nos laços entre cada indivíduo e no sistema que os regula.

Quem investe, fé ou dinheiro, acredita que vai ser recompensado no futuro. Com a promessa de mais dinheiro no futuro ou um lugar no paraíso quando morrer, se cria uma previsibilidade nas ações das pessoas.

Lógico que nem todo mundo que vai rezar é um bom fiel assim como nem todo “bom investidor” é de fato um “Bom Investidor”. Com isso, essa previsibilidade ganha os contornos dos riscos incontroláveis.

Portanto, a dúvida que fica é: Como ser um bom investidor/fiel e angariar confiança/fé?

Confiança parece ser tão fluída quanto o capital no mercado financeiro. Assim como a água num conjunto de vasos comunicantes, a confiança busca sempre atingir um estado de equilíbrio que guia as expectativas. Quando colocada num copo, a água toma a forma do copo. Numa garrafa ou numa xícara, a água ganha o formato de onde a confiança é depositada e é isso que gera a expectativa.

Por sua vez, o recipiente que contém a confiança é o investidor. Defina bem quem é o vaso comunicante na busca da sua empresa por mais dessa confiança líquida. Defina qual seu tamanho e quanta água você consegue conter. Ofereça previsibilidade e confiança num mundo de incertezas e os resultados virão.

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Quais motivações por trás dos crimes financeiros e como fazer para evitar que eles aconteçam

Todo criminoso - minimamente inteligente - costuma fazer um cálculo informal antes de decidir cometer um delito. De forma semelhante ao investidor legítimo que avalia qual retorno para seu capital, nos braços dessa balança também estão Riscos X Retornos.

No dia 11 de Setembro de 2001 o mundo inteiro mudou e surgiu uma nova percepção sobre Riscos. Com uma série de ataques coordenados contra alvos estratégicos nos Estados Unidos, terroristas escondidos em cavernas no Afeganistão e Paquistão mostraram um novo lado da navalha da globalização. Esse lado da globalização é cheio de contradições pois é capaz de ferir a sí mesmo pelas mãos dos mesmos terroristas que lutam por um mundo segregado e ultrapassado.

Em 2003 teve início uma outra crise que por sua vez alterou a percepção sobre Retornos. O foco dessa crise era o HSBC com suas atividades financeiras sendo usadas para lavagem de dinheiro de forma sistemática, como foi identificado pela Receita Federal Americana. Os principais beneficiados eram terroristas, narcotraficantes, ditadores e sonegadores notáveis.

Essa crise, apesar de não ter causado no mundo o choque do 11 de Setembro de 2001, teve efeitos bastante devastadores causados pelos criminosos que conseguiram – graças ao HSBC – acessar os recursos obtidos com violência e mortes pelo mundo afora dentro de uma aparente legalidade. A multa de $1.9 bilhão de dólares aplicada sobre o HSBC, apesar de pequena em relação aos lucros de mais de $16 bilhões daquele ano, serviu como a viso para todas as instituições financeiras, grandes ou pequenas, que fazem de conta que tem Compliance sério.

Com isso, emerge gradativamente uma nova conscientização corporativa em relação à importância e comprometimento dos profissionais de Compliance. Essa tendência global também teve impacto no Brasil que por sua vez já vem lidando com essas mesmas questões por causa da sua fraqueza institucional e corrupção. Investigações como a Lava-Jato e diversas outras deram o tom brasileiro para essa tendência. Ao mesmo tempo, a crise institucional e política do Brasil teve e continua tendo repercussões globais.

Os eventos internacionais, nacionais e a rede de relações entre essas duas esferas catalisaram os esforços globais Anti-crimes financeiros. Hoje em dia ter um departamento de Compliance estruturado revela muito do seus potenciais fornecedores de serviços financeiros. Investigar se os seus potenciais fornecedores de serviços financeiros tem um departamento de Compliance estruturado revela muito sobre quem você é como investidor. Quem você é como investidor revela quem você é como pessoa.

Quem você é como pessoa?

Um bom profissional de Compliance poderia também ser um bom criminoso. Ambos estão correndo numa espécie de maratona infinita. Ambos devem saber os métodos e como operar atividades financeiras ilegais. E por último, ambos devem saber calcular o tamanho e a qualidade das motivações para cometer crimes financeiros.

Porém, existe uma diferença importante entre esses dois “competidores”. Um acredita que seu trabalho no mercado financeiro deve impactar positivamente a sociedade com a criação de regras por órgãos reguladores qualificados e sua execução. Do outro lado, os criminosos apenas acreditam apenas em sí mesmos e que não vão ser pegos.

É verdade que o HSBC pagou pouco pelos crimes cometidos. Apenas $1.9 bilhões de um lucro de $16 bilhões. É verdade que ninguém ficou preso. É verdade que o prejuízo à reputação de um Banco tão grande dificilmente gera mudanças relevantes e práticas quando existem poucas alternativas de Banco para muitos dos seus clientes. Mas as mudanças começaram. Apesar de muitas empresas adotarem essas iniciativas apenas de forma cosmética para um problema com raízes profundas, novos mecanismos Anti-Lavagem de Dinheiro, Anti-Fraude e Anti-Corrupção revelam mudanças reais, mesmo que ainda em poucas instituições privadas e públicas.

Cada vez mais empresas elaboram Manuais de Conduta, contratam pessoal especializado, treinam funcionários potencialmente expostos à riscos e também equipam suas estruturas corporativas contra esses riscos do universo financeiro. Essas iniciativas são como gotas d’agua que se infiltram e desarticulam essas práticas nocivas. São gotas d’agua que diluem esse veneno.

Porém, é do veneno que fazemos o antídoto e um bom Gerente de Compliance sabe disso. Devemos procurar o veneno antes de descobrirmos que o paciente morreu.

Nessa corrida infinita, onde as recompensas pelo crime possuem cada vez mais zeros à direita, existe um o caminho natural para se lutar contra tamanha criatividade destrutiva. Como por exemplo criar mecanismos de vigilância de terceiros, de autovigilância da sua empresa e ameaças de multas tão absurdamente grandes que detenham as motivações de quem pensa em cometer uma infração. Essas são apenas algumas das iniciativas possíveis.

Na Piemonte, nossos serviços são oferecidos com critério e responsabilidade diante desse contexto. Nossos clientes são autorizados à receber nossos produtos e/ou serviços apenas depois de uma avaliação de diversos aspectos centrais daquilo que consideramos o Compliance eficiente. Eventualmente, ajudamos nossos clientes na implementação de mecanismos próprios de Compliance, economizando o capital investido, a reputação das instituições envolvidas e as vidas de milhares de pessoas impactadas.

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